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Blog do Fernando Assis Lemos
 


Essa merda de internet!

Pode até soar incoerente, contraditório eu me utilizar justamente de um blog para vomitar meus impropérios acerca do que segue. Afinal, blog (o meu incluso) é um dos expoentes a inteferir para o antro de bisbilhotice e depósito para despejo de futilidades, baboseiras, rococós e recalques de gente jacu e sem-noção que virou a rede mundial de computadores.

Mas que se foda. E que se fodam todos os que vierem a me contestar, porque não estou, ao menos nesse particular, aberto ao diálogo. Estou, sim, decidido a criticar essa bosta que, está me parecendo, é ultimamente a internet.

Admito que, como em todo desabafo que se preza, haverá excessos. Mas nem tantos... E, admito, como todo roto falando do maltrapilho que se preza, que eu mesmo já dei meu quinhão de colaboração à proliferação dessa desgraça. E foi tanta colaboração...

Na qualidade de partícipe de toda essa insanidade, de toda essa imbecilidade, sou réu confesso: ene vezes já fiz coro às tosquices que circulam na rede sem fim.

Eu já havia firmado compromisso comigo mesmo de promover uma "descontaminação" dessa porra, conforme pode ser conferido em post abaixo. Não só pelo fato de ela cuspir-me diariamente na cara coisas tolas, medíocres. Não só por, em um determinado momento, ter sido vítima de observação covarde (o anonimato é o esteio da covardia) de uma dezena de fakes de orkut criados com o único, exclusivo e mesquinho propósito de me monitorar e ou espionar.

Mas, sim, havia me comprometido a promover a tal descontaminação, sobretudo, porque já constatara o tão elevado quanto exagerado e inapropriado grau de desvirtuamento que houve na internet em relação ao que ela se propôs em sua concepção: constituir-se em valiosa fonte de consulta/informação, em fundamental ferramenta para facilitar e dinamizar, sob forma de comunicação rápida, o nosso dia a dia.

Desde o início, imagino, antevia-se que os propósitos se desvirtuassem de alguma forma, em determinada intensidade. Mas, estou certo, não se previa que isso ocorresse de modo a atentar tão sobejamente contra nossa privacidade, nossa paciência. Contra, pasmem, a preciosidade do nosso tempo, que, pela implacabilidade da ação do capitalismo selvagem, está sempre urgindo. E, por que não, de modo a atentar contra nosso bom gosto...

A gota d´água para eu me insurgir de vez contra essa maldição se deu nesse fim de semana. Ângela, minha sempre atenta namorada (é antenada graças, em muito, à internet, veja a ironia...), me ensinou a, por meio de determinado endereço eletrônico, verificar o histórico de meu msn, com todas as pessoas que já me bloquearam e ou excluíram de suas listas.

Que decepção...!!! Está certo que dentre meus bloqueadores há toda uma sorte de bestinhas, gente oca, sem tutano (a Maira Cibele, outro dia, usou esse termo), cujo conteúdo é tão restrito que só lhes possibilita ficar o dia inteiro conectada para cometer as tolices típicas dos que se enquadram nos perfis citados.

Coisas, só para citar dois exemplos, tipo defender obrigatoriedade do diploma de jornalista (para que se dê a reserva de mercado aos medíocres) ou, ainda, cavoucar numa ferramenta de comunicação mil e uma utilidades para atazanar a vida dos outros e mil e uma maneiras para, em intermitentes surtos típicos desses deslumbradinhos quase que totalmente dependentes da virtualidade, transvestir de plenos seus mundinhos estreitos.

Mas que dentre meus bloqueadores havia gente que, jamais imaginava, pudesse fazê-lo, ah, isso sim, havia!... Jamais imaginava porque jamais me julguei inoportuno para que isso ocorresse.

A propósito, está certo que, confesso, já enxotei gente insuportavelmente inoportuna do meu msn, e recentemente readequei a lista de amigos, estabelecendo uma intersecção entre essa e a de colegas de trabalho. Mas eu, que só fiquei sabendo recentemente como se bloqueava uma pessoa, jamais o faria sem um motivo plausível. Porque acho de uma indelicadeza só...

Para finalizar, elementos para uma reflexão. Segunda-feira, assistindo ao "Linha de Passe", na ESPN Brasil, o José Trajano disse: "Parei! Num país que elege Dado Dolabela como herói nacional, não adianta fazer mais nada em nome da ética".

No mesmo dia, horas antes, colegas da Redação bradaram contra a vitória do cara em "A Fazenda", da TV Record (aliás, essa indecência de reality show, estou certo, tem sua mola propulsora na bisbilhotice que se instalou no mundo a reboque da internet).

Ouvi de vários companheiros ignomínias a respeito da malograda votação da Danni Carlos e da bem sucedida empreitada de quem elegeu o Dado e possibilitou que um milhão de reais entrasse nos bolsos do rapaz. A esses colegas, lembro só uma coisinha: quem ficou o dia inteiro em frente ao PC metendo o dedo em enters e votando em favor do vitorioso certamente foi, em maioria absoluta, gente da mesma laia dos bestinhas a que me refiro acima.



Escrito por flemos às 14h34
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