Faixa 11. Libertação
Já escrevi neste espaço sobre rituais. Já escrevi sobre os Burla´s, meus CDs musicais mais ouvidos no som do carro. Pois bem, hoje as duas temáticas se entrelaçaram. A partir do cumprimento de um segundo ritual, que teve a ver, como o primeiro, com a mesma pessoa, voltei a ouvir a faixa 11 do Burla´s 1. É uma bela música, sem dúvida. Deu tempo de escutá-la três vezes no trajeto do jornal para casa, há pouco. Claro que desci e subi a av. Brasília a 20/30 km/h, e não a 50/60 km/h, como de hábito. Menos aceleração, mais reflexão. E libertação. A faixa 11, agora, é só uma música legal, que sempre poderei ouvir de boa. Admito, vai até tocar fundo nas minhas orelhas (a Sociedade Brasileira de Medicina não mais recomenda o termo "ouvido"). Vai tocar fundo, por conquência, na alma, mas agora como lembrança agradável, que eternamente será cultivada assim. Sem culpa, sem recalque, sem arrependimento. Com a plena consciência de que, se não era para ser, não era para ser. Não era para ser nem o que diz respeito ao primeiro estágio, o do primeiro ritual, nem o segundo, o do de hoje. E que assim seja.
Erros houve. Mas quem não os comete? Acertos também houve. E isso é o que vale. Ou o que terá que valer. E o que tem de ficar. Como fica a sensação de que o importante é ter tentado. Sempre em frente. Alvíssaras.
Escrito por flemos às 22h31
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