Ameaço
Ensaiando retorno. Desta vez, rogo, sem aborrecimentos.
Escrito por flemos às 10h07
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Essa merda de internet!
Pode até soar incoerente, contraditório eu me utilizar justamente de um blog para vomitar meus impropérios acerca do que segue. Afinal, blog (o meu incluso) é um dos expoentes a inteferir para o antro de bisbilhotice e depósito para despejo de futilidades, baboseiras, rococós e recalques de gente jacu e sem-noção que virou a rede mundial de computadores.
Mas que se foda. E que se fodam todos os que vierem a me contestar, porque não estou, ao menos nesse particular, aberto ao diálogo. Estou, sim, decidido a criticar essa bosta que, está me parecendo, é ultimamente a internet. Admito que, como em todo desabafo que se preza, haverá excessos. Mas nem tantos... E, admito, como todo roto falando do maltrapilho que se preza, que eu mesmo já dei meu quinhão de colaboração à proliferação dessa desgraça. E foi tanta colaboração... Na qualidade de partícipe de toda essa insanidade, de toda essa imbecilidade, sou réu confesso: ene vezes já fiz coro às tosquices que circulam na rede sem fim. Eu já havia firmado compromisso comigo mesmo de promover uma "descontaminação" dessa porra, conforme pode ser conferido em post abaixo. Não só pelo fato de ela cuspir-me diariamente na cara coisas tolas, medíocres. Não só por, em um determinado momento, ter sido vítima de observação covarde (o anonimato é o esteio da covardia) de uma dezena de fakes de orkut criados com o único, exclusivo e mesquinho propósito de me monitorar e ou espionar. Mas, sim, havia me comprometido a promover a tal descontaminação, sobretudo, porque já constatara o tão elevado quanto exagerado e inapropriado grau de desvirtuamento que houve na internet em relação ao que ela se propôs em sua concepção: constituir-se em valiosa fonte de consulta/informação, em fundamental ferramenta para facilitar e dinamizar, sob forma de comunicação rápida, o nosso dia a dia. Desde o início, imagino, antevia-se que os propósitos se desvirtuassem de alguma forma, em determinada intensidade. Mas, estou certo, não se previa que isso ocorresse de modo a atentar tão sobejamente contra nossa privacidade, nossa paciência. Contra, pasmem, a preciosidade do nosso tempo, que, pela implacabilidade da ação do capitalismo selvagem, está sempre urgindo. E, por que não, de modo a atentar contra nosso bom gosto... A gota d´água para eu me insurgir de vez contra essa maldição se deu nesse fim de semana. Ângela, minha sempre atenta namorada (é antenada graças, em muito, à internet, veja a ironia...), me ensinou a, por meio de determinado endereço eletrônico, verificar o histórico de meu msn, com todas as pessoas que já me bloquearam e ou excluíram de suas listas. Que decepção...!!! Está certo que dentre meus bloqueadores há toda uma sorte de bestinhas, gente oca, sem tutano (a Maira Cibele, outro dia, usou esse termo), cujo conteúdo é tão restrito que só lhes possibilita ficar o dia inteiro conectada para cometer as tolices típicas dos que se enquadram nos perfis citados. Coisas, só para citar dois exemplos, tipo defender obrigatoriedade do diploma de jornalista (para que se dê a reserva de mercado aos medíocres) ou, ainda, cavoucar numa ferramenta de comunicação mil e uma utilidades para atazanar a vida dos outros e mil e uma maneiras para, em intermitentes surtos típicos desses deslumbradinhos quase que totalmente dependentes da virtualidade, transvestir de plenos seus mundinhos estreitos. Mas que dentre meus bloqueadores havia gente que, jamais imaginava, pudesse fazê-lo, ah, isso sim, havia!... Jamais imaginava porque jamais me julguei inoportuno para que isso ocorresse. A propósito, está certo que, confesso, já enxotei gente insuportavelmente inoportuna do meu msn, e recentemente readequei a lista de amigos, estabelecendo uma intersecção entre essa e a de colegas de trabalho. Mas eu, que só fiquei sabendo recentemente como se bloqueava uma pessoa, jamais o faria sem um motivo plausível. Porque acho de uma indelicadeza só... Para finalizar, elementos para uma reflexão. Segunda-feira, assistindo ao "Linha de Passe", na ESPN Brasil, o José Trajano disse: "Parei! Num país que elege Dado Dolabela como herói nacional, não adianta fazer mais nada em nome da ética". No mesmo dia, horas antes, colegas da Redação bradaram contra a vitória do cara em "A Fazenda", da TV Record (aliás, essa indecência de reality show, estou certo, tem sua mola propulsora na bisbilhotice que se instalou no mundo a reboque da internet). Ouvi de vários companheiros ignomínias a respeito da malograda votação da Danni Carlos e da bem sucedida empreitada de quem elegeu o Dado e possibilitou que um milhão de reais entrasse nos bolsos do rapaz. A esses colegas, lembro só uma coisinha: quem ficou o dia inteiro em frente ao PC metendo o dedo em enters e votando em favor do vitorioso certamente foi, em maioria absoluta, gente da mesma laia dos bestinhas a que me refiro acima.
Escrito por flemos às 14h34
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Maconheira
Nota na coluna da Mônica Bergamo de hoje, na "Folha de S. Paulo, sob o título 'Tempero de Maconha': Da atriz Betty Faria, em seu blog, sobre a legalização da maconha: "Se legalizassem essa plantinha, e eles (traficantes) tivessem seu ponto de venda, como existe o de cerveja e cachaça, não seria preciso (ter) armas, não é? Venderiam suas plantinha tão lindas, verdinhas, como tempero para fazer chás, bolos e viveriam em paz no morro, coisa que tenho certeza, muita gente que está no crime quer".
Escrito por flemos às 10h19
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Ensinamento
Às vezes os ensinamentos mais básicos nos são passados pelas pessoas mais importantes. Um dia, meu pai me falou: "Todos os excessos são prejudiciais". Marcou. Fixou. É por isso que levo avante o propósito: "A descontaminação da internet não pode exceder, mas tem de haver".
Escrito por flemos às 11h04
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Balzaquianas
25/06 - 13:02As mulheres mais velhas estão arrasando o coração de homens jovensElas estão meio gordinhas e o rosto não tem mais o viço da juventude, mas as mulheres com mais de cinquenta anos estão deixando os garotões babando por elasLícia Egger Moellwald O fenômeno não é novo, as revistas já vinham indicando esta tendência, mas agora parece que é para valer. As mulheres mais velhas e que não têm nada de estrelas estão disputando com as jovens seus parceiros e, quer saber, andam se saindo muito bem. A maioria das garotas de meia-idade confessa que ainda fica assustada quando é paquerada por um garoto. Uma delas fala sem rodeios sobre a sua experiência: “Olhei até para os lados para ver se aquele gato lindo estava mesmo me paquerando e sabe o que mais? Ele estava”. Não se trata apenas de relatar uma tendência, mas propor a reflexão sobre porque as taludinhas andam ganhando terreno sobre as jovens. Mesmo não sabendo exatamente qual é a resposta dá para arriscar alguns palpites. A juventude estética não anda desacompanhada: com ela vem a incerteza quanto ao futuro, a insegurança e mais uma montanha de emoções que servem para colocar em risco qualquer relacionamento. Coisas que, com a idade, as mulheres tiram de letra. Aos cinquenta anos, a irritação pelas coisas que não acontecem, o sofrimento pela auto-afirmação profissional e o amor não são levados muito a sério. Nesta fase, a maioria das mulheres já aprendeu que, com tempo e paciência, dá-se um jeito em praticamente tudo. Nisso, o olhar para a vida fica mais benevolente, a alegria é mais fácil e a generosidade com o parceiro, parte essencial da relação. Coisas difíceis para um casal jovem que anda marcado, cada vez mais, pelas trocas afetivas que são contabilizadas entre créditos e débitos. Para as mulheres maduras, o amor se apresenta mais tranquilo e com o propósito de simplesmente alegrar a vida. Os filhos crescidos exigem menos atenção, os interesses se alargam e a insegurança sobre o futuro é trocada pela sabedoria de viver um dia depois do outro, sem atropelar as coisas. Para os homens jovens, não se trata de buscar a imagem materna, como acusavam os antigos manuais de psicologia, mas de buscar o verdadeiro sentido do companheirismo e aceitação, num momento em que o mundo se apresenta tão cheio de angústias. Aos poucos, eles estão percebendo que, com as mulheres mais velhas, o papo é conciliador, a alegria é quase constante, o dinheiro na maioria das vezes não é problema, ninguém guarda para amanhã o que pode ser dito hoje e, não menos importante, o sexo é experiente e prazeroso. Nesse cenário, é preciso dizer que nem tudo está perdido para as jovens, desde que elas entendam que a beleza física desacompanhada de outras competências para lidar com o sexo oposto vale para pouca coisa – e que o “parceiro perfeito” é coisa para contos de fadas e novelas.
Escrito por flemos às 15h26
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Faixa 11. Libertação
Já escrevi neste espaço sobre rituais. Já escrevi sobre os Burla´s, meus CDs musicais mais ouvidos no som do carro. Pois bem, hoje as duas temáticas se entrelaçaram. A partir do cumprimento de um segundo ritual, que teve a ver, como o primeiro, com a mesma pessoa, voltei a ouvir a faixa 11 do Burla´s 1. É uma bela música, sem dúvida. Deu tempo de escutá-la três vezes no trajeto do jornal para casa, há pouco. Claro que desci e subi a av. Brasília a 20/30 km/h, e não a 50/60 km/h, como de hábito. Menos aceleração, mais reflexão. E libertação. A faixa 11, agora, é só uma música legal, que sempre poderei ouvir de boa. Admito, vai até tocar fundo nas minhas orelhas (a Sociedade Brasileira de Medicina não mais recomenda o termo "ouvido"). Vai tocar fundo, por conquência, na alma, mas agora como lembrança agradável, que eternamente será cultivada assim. Sem culpa, sem recalque, sem arrependimento. Com a plena consciência de que, se não era para ser, não era para ser. Não era para ser nem o que diz respeito ao primeiro estágio, o do primeiro ritual, nem o segundo, o do de hoje. E que assim seja.
Erros houve. Mas quem não os comete? Acertos também houve. E isso é o que vale. Ou o que terá que valer. E o que tem de ficar. Como fica a sensação de que o importante é ter tentado. Sempre em frente. Alvíssaras.
Escrito por flemos às 22h31
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Êta maconha power! (cancelado)
Neste post, faria troça com o desenho "Power Rangers", que vi outro dia, de madrugada, no canal Jetix. Ridículo, hilariante, de tão tosco. Ri tanto da tosquice que o comparei à maconha, pela capacidade que ambos, o desenho (ou filme?) e o alucinógeno têm de nos fazer rachar o bico. Mas deixa para lá. Estou completamente sem tempo. Já virou o fio, esqueci de muita coisa e nem compensa mais escrever.
Escrito por flemos às 14h29
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Há 100 dias eu não faço sexo
Vocês podem imaginar que eu esteja ficando louco, mas preciso fazer uma revelação: a última vez em que transei foi no dia 1º de fevereiro. Faz, portanto, cem dias que não faço sexo. Na última vez, foram dois coitos. Ambos presenciados pelo meu sobrinho José Renato Lemos Marques de Oliveira, futuro médico, futuro expert em ortopedia e traumatologia, formado pela magnânima Unifesp. Ele foi, portanto, um autêntico voyeur. Como foram todos os demais que visualizaram aquelas cenas de sexo explícito ao vivo. As transas aconteceram no Museu do Futebol, sob a marquise do Pacaembu. Para comemorar, de forma inusitada, a agradabilíssima visita que fizemos ao local. É emblemático o Zé ter me acompanhado na última transa, ou nas duas últimas. Afinal, ele será mais um médico da família. E, como médico, e como uma das pessoas que mais gostam de mim, já começava a me alertar sobre o fato de sexo demais fazer mal à saúde, como qualquer excesso faz, segundo já dizia meu velho, porém juvenílico, pai. E já pregava que, em determinadas ocasiões, precisamos ficar por algum tempo sem sexo, em benefício de um reequilíbrio. Mas o mais escandaloso e chocante, o mais estarrecedor vocês vão saber agora. Nestes 100 dias de abstinência, não resisti aos apelos carnais e comecei a transar com minha irmã. Então, não foi um jejum absoluto assim, acabei, de um modo ou de outro, fazendo sexo. Mas, acalmem-se, foi consensual. Caracterizará incesto, mas não estupro. Vocês nem têm ideia de como essa minha irmã é libertina...
Escrito por flemos às 21h40
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Caldeirada à Fernando Lemos
(receita que acaba de por mim ser elaborada, preparada, patenteada, experimentada e aprovada) INGREDIENTES * 1,2 kg de músculo bovino * 600 g de linguiça suína (da fininha) * 10 batatas médias * Seis cebolas médias * um pimentão grande vermelho * um pimentão médio amarelo * alho/sal a gosto * pimenta comary * azeite extra virgem MODO DE FAZER Em uma panela de pressão, refogue o músculo no azeite (mais ou menos cinco colheres de sopa), com metade de uma das seis cebolas (reserve cinco e meia), quatro grãozinhos da pimenta, mais sal de alho (alho triturado e socado com o sal). Após a carne "corar", coloque quantidade de água suficiente para cobrir dois dedos acima e cozinhe na panela por 40 minutos. Em seguida, adicione a linguiça, as batatas (cortadas em metades), as cebolas (cortadas em um quarto) e os pimentões e feche novamente a panela de pressão, deixando cozinhar por mais 15 minutos. Sugestão: Sirva com arroz e utiliza azeite para tempero final.
Escrito por flemos às 14h09
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Divisor de Águas
Caetano cantou "Podres Poderes", Lula falou em "abrir a caixa preta". No 22 de abril em que completou 509 anos, o Brasil ganha um precioso presente de aniversário. As falas do ministro do Supremo Joaquim Barbosa são um divisor de águas, uma contribuição de inestimável valia para a história de nossas instituições de poder constituído. Para qualquer eleição de homem do ano, de qualquer publicação, Joaquim Barbosa será barbada. Se não for o escolhido, será marmelada.
Escrito por flemos às 13h59
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Queime antes de ver
Seguindo com as despretensiosas (e pretensiosas) críticas de cinema, assisti na terça à noite a "Queime Depois de Ler", com George Clooney e Brad Pitt. Fui pelo elenco, confesso que imaginei, por tê-los protagonizando, que o filme fosse algo da linha da impagável trilogia "Oceans". Que nada! Outra porcaria. Loquei após iludir-me com o baboseio ignóbil de um inoportuno funcionário. Mas, desta vez, não vou me estender com ácidos, porque, confesso, chegou uma hora em que a modorra tediosa comprometeram o prestar da devida atenção. Então, com pouca base, pode ficar sem sal. O título diz tudo.
Escrito por flemos às 12h15
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Mau Presságio
"Santa Maria do Filme Ruim!". O brado vem de poltrona ao lado, terça à noite, na sala 1 do Araçatuba Shopping. Um exclame do Cadu, lá da TV Tem, que, se já com senso crítico afinado, ainda estagiário ao que me consta, pode ter futuro como operador da comunicação social. Um reclame do Cadu, ao fim da sessão, contra mais uma presepada da indústria norte-americana da sétima arte. É. A frase bem que poderia exortar os publishers dos veículos que abrigam virtuoses da crítica cinematográfica a dar a esses caras cada vez mais espaço para propalarem aos quatro ventos avisos que nos possam poupar dessas "bombas" que Hollywood impõe. Por que não? Caro colega de jornalismo araçatubense, façamos assim: rogue às "divindades" jornalistico-cinematográficas tupiniquins para que, sob o fluxo dos quatro ventos, façam ecoar sua pesada pena aos quatro cantos do País, e para que recebam dos publishers mais e mais espaço, voz e vez, de forma a nos livrar de todos os incômodos proporcionados por tais produções. Prezado Cadu, falando em divindade, se for o caso, faça até mesmo pois do seu "Santa Maria" um mantra. Faça dele um meio para invocar espíritos de luz ou quaisquer entidades extra-terrenas que possam nos afastar das circunstâncias e acasos que levam a tomarmos contato com esses lixos. Mas, se não quiser entrar em campo tão místico, ao menos faça de seu brado um sei-lá-o-quê a embalar os especialistas ao que há de mais requintado em seus estilos mordazes, com vistas a nos alertar sobre os perigos dessa bobajada incompreensivelmente cara, se impressionantemente tosca. Fiquemos assim então, estimado Cadu. Rogue apenas para que os Pedros Butchers, Rubens Edwalds Filhos, Luiz Carlos Mertens e Luiz Zanins Oricchios da Vida, monstros sagrados que são, tenham centímetros e centímetros de espaço, minutos e minutos de tempo, para que massifiquem sua mensagem nos meios impressos e eletrônicos. E para que, assim, eu e meus pares sejamos informados, como somos de que tal sujeita foi eliminada do Big Brother, de que cinema ruim, se não faz mal à saúde, é uma tremenda perda de tempo. Ou de duas horinhas preciosas. Caro (e raro) leitor deste blog, que acaba de tomar contato com estas mal-traçadas resultantes de noite mal dormida pela absoluta congestão das vias respiratórias, não ria de mim ou tripudie de minha pretensão. Tenho perfeito senso do ridículo e perfeita noção de que me falta cabedal para criticar qualquer filme, por mais chinfrim que seja. Mas é natural que qualquer ser humano com o mínimo de discernimento rechace essas merdas americanas. Tinha prometido a mim mesmo refutá-las, mesmo mediante à mais atrativa propaganda. Não que tivesse a pretensão de passar a prestigiar apenas as obras produzidas no Velho Mundo, "em" França, no circuito Cannes-Berlim, no eixo Tâmisa-Sena-Mediterrâneo. Imagina! Nada a ver. Não saco nada do que esses analistas da arte da claquete sacam. Seus QIs são infinitamente maiores do que o meu. Imagina se algum deles curte futiba como eu curto?! Pode até ser visão sectária, mas, por tê-la em determinados casos, vejo como improvável a conciliação de determinadas artes que se pratica ou em em que se milita e a arte da bola. Isso é coisa para, no máximo, literatos e músicos. Como Veríssimo e Chico. Não para críticos de cinema. Se bem que aquele Fernando Meirelles é botafoguense doente. Até arrematou uma camisa do Pelé em casa de leilão de Londres. Ou seria do Zagallo? Quem sou eu para, do nada, começar a desprezar Predadores, Jurassic Parks, King Kongs e Godzillas e me meter a besta de dizer que só "cinema-cabeça" agora me atrai ou fascina? O fato é que, mesmo com essa promessa, de fugir das "bombas" de Hollywood como o capeta foge da cruz, quebrei o voto. Lá fui eu ao cinema. Estava lá com a Patrícia Mendonça e a moçada da TV Tem. Vendo "Presságio"... Que bosta... Fui por causa do Nicolas Cage. E me estrepei. Nicolas Cage indicava o filme. Seu protagonismo indicava que pudesse valer a pena. Ele, Cage, que, tirantes algumas tolicezinhas, fez "The Roc" com Sean Connery (porra, esse filme teve como inspiração a mesma Alcatraz abordada em "O Conde de Monte Cristo!"). Ele, Cage, que fez com John Travolta "A Outra Face" (o filme até virou Cult entre notívagos das salas Bês Poeirinhas de São Paulo). E que fez, pasmem, "Oito Milímetros" (sob pretexto de produção policial, retratou de forma peculiar e interessante o submundo da pornografia que utilizava romanticamente esse tipo de bitola de filme nos anos 1960, nos EUA). Pois é. Nick Cage, excepcional ator, sempre a serviço da linha "ação-cabeça", faria uma bostinha americanófila? Fez! "Presságio" é uma bostinha? É! Vejam se não. Para resumir a ópera, o filme tem uma plêiade de diálogos padrão para exaltação dos valores e da família americanos. Vou citar só um, acho que o mais bizarro, em que se promove a já conhecida apologia deles à harmonia entre fé e ciência (Cage, cientista, é filho de um pastor protestante). Tudo isso tendo como pano de fundo os lugares-comuns de cenários igualmente batidos. Alguns deles: casa com arquitetura de madeira em condomínio de campo sem cerca (e com utilitário estacionado); menino sendo orientado a tomar direitinho o breakfast com sucrilhos, leite e suco de laranja; menino/menina sendo convenientemente educados pelos impecáveis núcleo familiar e sistema de ensino oficial estaduninense; menino vendo TV a cabo e com acesso à high tecnology, mas descontaminado de sedentarismo. Tem até , e bem à la "Independence Day", nave espacial descendo ridiculamente do céu, com fachos de luz e plataformas para desembarque dos alienígenas que vêm abduzir (no caso, resgatar) as crianças "eleitas" para recomeçar a humanidade. Só faltaram os diálogos tipicamente de cinema americano, com frases/expressões como "What´s going on", "bull-shit", "looser" e "ass hole". Mas o pior de tudo é o inverossímil enredo por meio do qual se constrói a trama que leva a crer que uma menina, 50 anos antes de 2009, vislumbrou catástrofes mundiais posteriores a partir de uma sequência numérica que visualizava e passou para uma folha de papel enterrada na "cápsula do tempo". Tão inverossímil quanto o processo pelo qual o Nicolas Cage, a partir do acesso aos números, tem o insight que lhe permite pressupor que indicavam alguma mensagem para o futuro. Enfim, o filme é uma bosta. Precisava amarrar uma conclusão aqui, mas tenho que dormir. Amanhã posto no blog. PS: Este post inaugura uma fase meio que de escrita à Xico Sá. Uma questão de treino, de aperfeiçoar uma liguagem legal que pouco pratico ou uso. Se ficar algo meio fora de tom ou ridículo, me perdoem. Para mim, blog se serve justamente a esse propósito. Blog pode ser um laboratório.
Escrito por flemos às 15h55
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Burla´s detonando
O Burla´s Hits 2 encanta. Esta madruga, à saída do Bola 7, Ariele, Graziela e Fernando Verga "piraram" ao ouvir o repertório contido no CD. Pediram que lhes grave uma cópia urgente. A sonzeira do Burla´s é mesmo do caralho. Agradável noite em companhia de amigos, mais a Patrícia Mendonça e a Silmara Cervantes para completar a mesa de bons papos do Bola.
Escrito por flemos às 12h36
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Atualizando o Burla´s 2
Revista a lista e ouvido o CD, está atualizado o rol de músicas do Burla´s Hits 2, em post abaixo. Falta só lembrar três músicas do Burla´s 1, mas depois faço isso porque preciso escrever a coluna Toque de Classe da edição de amanhã da Folha da Região.
Escrito por flemos às 12h30
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Sylvio José Venturolli
Morreu hoje de manhã, aos 79 anos, Sylvio José Venturolli. Ex-prefeito, ex-deputado federal, "ex-primeiro damo" de Araçatuba. Até ontem, maior símbolo vivo, ao lado do Jorge Maluly Netto, de uma era da política local. Uma era que não existe mais. Sylvio também não existe mais. Fisicamente. Porque na memória de muitos, da política araçatubense ou não, da sua estreita convivência ou não, vai existir por muito tempo. Tinha câncer de pulmão. Fumava inveteradamente. Como fuma Maluly. Como fumo eu. Essa merda é foda. Preciso largar isso. O meu pneumologista, Flávio Garbelini, alertou: "15% dos fumantes desenvolvem câncer de pulmão. Só de pulmão, fora outros cânceres a que estão sujeitos". Meu irmão foi lá no velório, na Câmara. Não fui. Depois, qualquer hora, dou um abraço na dona Germínia. Afinal, não era próximo da família dele, apesar de nossas duas famílias terem histórico de bom relacionamento. Uma das netas dele, filha do Hélio Poço e da Sirte, namorou meu sobrinho Zé Vítor. Conheci o professor Sylvio em 1982. Eu tinha 10. Ele tinha bem mais. Já era mais do que de meia idade. Eu tinha uma meia dúzia de passarinhos (canários), na casa da Afonso Pena, 463. Estava começando a ser passarinheiro. Ele, já passarinheiro de velho, tinha bem mais, na sua Chácara Morada do Sol. E gostava muito mais de curiós do que de canários. Em 1982 era candidato a prefeito, queria voltar ao cargo que outrora ocupara. Seu slogan era: "Essa ninguém segura, é Sylvio na prefeitura". Seguraram. Não conseguiu. Foi o mais votado, pelo PDS (hoje PR), mas perdeu para o Sidnei Cinti, que ganhou com os votos da legenda do PMDB. Os votos do Gordo, somados aos do Valdir Felizola de Moraes e aos do João Rezek, garantiram a vitória do Prefeitão (como era absurda aquela regra eleitoral!). O quinto colocado, rabeira, foi o Percy, do então incipiente (e insipiente) PT. Professor Sylvio é uma legenda da política araçatubense. Suas sagacidade e mordacidade eram sem iguais. Bem adequadas à referida era, bem próprias dela. Frases agressivas contra detratores foram ditas por ele. Frases eternizadas para a história política da cidade, pela devida reprodução na já atenta editoria de Política da Folha da Regiao. Disse, entre outras pérolas, que a cidade tinha "peemedebistas, peemedebestas e peemedebostas". Certa feita, exagerou: mandou um padre progressista "cuidar de sua blenorragia em vez de" ficá-lo atazanando. Ele gostava de mim, sem qualquer motivo específico para que isso ocorresse. Nos dávamos bem, sem qualquer razão particular para que isso ocorresse. O entrevistei várias vezes nas minhas passagens por outras editorias que não a de Esporte. Quando a Ana Eliza deu a notícia da morte dele, à mesa do café aqui em casa, essa manhã, me vieram à cabeça pensamentos, além dos relativos aos perigos do tabaco. Uns pensamentos meio nada a ver com cigarro. Meio tudo a ver com vício, ou com algo que pode viciar. Me lembrei da primeira vez que "tomamos uma" juntos. Uma não, um. Um litro. De Buchanan's, na casa do Genilson na Pedro de Toledo, 704. Nem lembro o ano. Era uma reunião política. Não sei bem por que razão, ficamos sós à mesa. O professor filosofou sobre política. Naquele dia, também não sei por que, estava a fim de falar bastante comigo (fomos dos últimos a ir embora). Ele até me tranquilizou por um desconforto que eu havia acabado de passar, e que havia feito meu rosto ruborizar. Uma daquelas sensações desconfortáveis, vergonhas que temos de nós mesmos como quando presenciamos uma gafe ao vivo, por exemplo, que alguém dá na televisão ou num ambiente comum ao nosso. Ou mesmo quando um sem-noção "se tira", quando um "Robert" se expõe a ridículo. Matreiro, macaco velho, disse o professor Sylvio, do alto de sua experiência: "Deixa pra lá, larga mão, não esquenta, pare de se preocupar com isso. Esse cara não tá nem aí, levou na brincadeira ou até, de tão inocente, não entendeu que era pra ele". Explico. É que um familiar, minutos antes, na referida reunião, e inadvertidamente, havia dito uma frase a correligionários (sobre um correligionário) com objetivo de fazer gozação, piada. Disse que o Zezinho Encanador (o nome era realmente usado na urna, mas só o "inho" que cito não é fictício) havia se candidatado a vereador e tido míseros quatro votos porque estava "acostumado a entrar pelo cano". E o Zezinho estava lá, bem ao lado. Meu familiar ruborizou ainda mais do que eu quando alguém lhe deu um cutucão a alertou sobre a presença do iludido candidato. Mas, voltando à mesa e ao Buchanan's, devo ter tomado um quarto do litro. Professor Sylvio, os outros três. Gostava barbaridade. Tem ainda outra história. Por ela, a coincidência de acontecimentos com a anterior explica o fato de tais pensamentos/lembranças terem se associado a situações em que o bebericar fazia-se presente. Bebericar com e sem álcool. Porque, se o Venturolli me mostrou o Buchanan's, que virou meu uísque predileto, me mostrou também a única cerveja sem álcool que detesto. Ele tinha tido uns piripaques e tomado uns pitos do médico, que o obrigou a aderir à Kronenbier. Desde o 2 de junho em que se casou a jornalista de tevê Patrícia Mendes, não bebo mais uísque. Desde há pouco, não bebo álcool. Só cerveja sem álcool. Bebo com mais frequência a Liber, minha favorita. Dizem que cerveja sem álcool é como dançar com a irmã. Têm razão. Mas estou quase convencido de que posso passar a ser adepto do incesto. Bem, voltando, de novo, ao professor Sylvio, foi por intermédio dele, como disse, que conheci a breja sem etil. Também não lembro o ano. Foi lá na chácara dele, já sem aquele monte de passarinhos porque o Ibama já os havia tirado dele, apreendendo as aves quase que em sua totalidade. Foram-se todas as silvestres. Sobraram apenas as eminentemente de cativeiro. Bestas esses operadores do Ibama, esses arautos da consciência ambiental. Os passarinhos eram silvestres, mas também eram sylvestres (perdoem o trocadilho tosco). Meio da tarde de uma sexta-feira, já tinha terminado o trampo no jornal, mas tinha de gravar com o professor Sylvio uma entrevista que sairia como matéria especial, no segundo domingo seguinte. Lá, experimentei a Kronenbier. Sem sabor, ao contrário de uma das entrevistas mais saborosas que já fiz. Mas chega de falar do professor Sylvio. Porque muito mais gente, e muito mais coisas, há para se falar sobre ele. Desejo apenas conforto à família. Desejo apenas que descanse em paz. Porque, se ele gostava de mim, eu também gostava dele...
Escrito por flemos às 21h32
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